sexta-feira, 27 de abril de 2012

Não se percebe........


Sei que não tem nada a ver com o meu blog mas não resisti a publicar aqui, decidi não por aqui nenhuma imagem deste senhor a caçar os elefantes porque a mim me repugna.


Os elefantes que paguem a crise
Perante uma situação difícil, o rei fez o que qualquer grande estadista faria e tomou a única 
decisão possível: foi caçar elefantes para África. Sim, todos os dias o desemprego aumenta e o 
nível de vida diminui, mas os espanhóis podem estar descansados porque há um paquiderme no 
Botswana que não se vai ficar a rir. 
Ricardo Araújo Pereira
ontem às 8:33
Espanha está mergulhada numa das mais graves crises da sua história. Perante uma situação tão difícil, o rei fez o que qualquer grande estadista faria e tomou a única decisão possível: foi caçar elefantes para África. Sim, todos os dias o desemprego aumenta e o nível de vida diminui, mas os espanhóis podem estar descansados porque há um paquiderme no Botswana que não se vai ficar a rir. É interessante constatar o modo como a análise económica muda de país para país. Em Portugal, culpamos Sócrates, o BPN, os mercados, as agências de rating. Em Espanha, descarregam nos elefantes da África austral. A crise tem responsáveis cada vez mais inesperados. 
A caça ao elefante tem tudo para ser um desporto emocionante. A dúvida constante de saber se o praticante terá pontaria suficiente para conseguir acertar num bicho que, além de ter uma excepcional capacidade de se camuflar, ainda é extremamente irrequieto, deve ser de cortar a respiração. Mas o rei, habituado a não conseguir obter nada facilmente, aprecia desafios trabalhosos. 
Dias antes da caçada, um neto do rei de Espanha disparou uma espingarda sobre o seu próprio pé. Trata-se de uma actividade que costuma ser levada a cabo apenas em sentido metafórico, mas o jovem infante resolveu ser literal e enfiou uma chumbada no metatarso. Ambos os casos fazem dos Bourbon guerreiros sui-generis. O velho escolhe como alvo um animal que se move com lentidão e pesa toneladas; o miúdo dá um tiro e acerta no próprio pé. Não admira que tenhamos ganho tantas batalhas a esta gente. A família que teve a audácia e a valentia suficientes para subjugar o povo espanhol ao seu poder exibe a vocação genética para manusear armas que ficou descrita acima. Imaginem o talento do resto da população para a actividade bélica. É um país inteiro que deve ser dado como inapto para o serviço militar. Era óbvio que um povo assim só podia produzir soldados como os que, em Aljubarrota, no ano de 1385, claudicaram perante uma das nossas melhores profissionais da indústria da panificação. O que é incrível não é o facto de Portugal ter conseguido resistir às investidas espanholas. É Portugal não ter organizado um exército composto por 
meia dúzia de padeiras que alargasse as nossas fronteiras até França. Era trabalho para duas ou três semanas.
Visão

8 comentários:

  1. Nossa eu li sobre isso na Veja, fiquei horrorizada!
    Como pode ainda existir esse tipo de pessoas? Pessoas que deveriam ser estudadas e inteligentes?!
    Um horror! Muito boa a discussão.
    Uma ótima sexta-feira!
    Bjs
    Rafaelando

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  2. Ricardo Araújo Pereira no seu melhor!

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  3. Só mesmo o RAP para exprimir tão bem o que todos pensamos! Beijos MP

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  4. Ricardo Pereira ao mais alto nível. Concordo com a MP. Exprimiu o que todos sentimos.
    Beijocas.

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  5. Oi Rita,
    É incrível que nos dias de hj algumas pessoas ainda tenham a crueldade de se divertirem caçando!
    Fiquei mais aliviada ao saber que ao menos o infante acertou o próprio pé!
    Beijos 1000 e um final de semana maravilhoso para vc.

    SORTEIO “Chá do Chapeleiro Maluco”
    http://www.gosto-disto.com/2012/04/sorteio-cha-do-chapeleiro-maluco.html

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  6. Oi minha amiga querida, que importante o teu post, adorei a forma como vc enfocou, és mestra em textos, adorei, um abuso isso, lamentável que a diversão muitas vezes passa pela crueldade e a Espanha é tradicional nessa cultura da dor dos animais, a pergunta que não quer calar: não tem mais o que fazer, vão catar coquinhos, como se diz por aqui, bjos, Rita, um feriado maravilhoso para vc.

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    Respostas
    1. Querida não fui eu que escrevi este texto não tenho tamanha grandeza foi o Ricardo Araújo Pereira um humorista aqui em Portugal....
      bjinhos grandes

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  7. Como estão as coisas por aí? Será que está tão frio como por aqui? rs.
    Bjus
    Rafaelando

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